Há 16 anos, Potiguar chegava ao título inédito; personagens relembram a conquista

April 17, 2020

Há exatamente 16 anos, o Potiguar conquistava, de forma inédita, o título do Campeonato Estadual. No dia 17 de abril de 2004, um sábado à noite, o alvirrubro enfrentou o América no então Estádio Machadão, em Natal, pela segunda e decisiva partida. Como havia vencido o primeiro jogo da final, por 4 a 0, no Estádio Nogueirão, a derrota por 1 a 0 no segundo jogo, não evitou que o time mossoroense chegasse ao topo do futebol estadual, pela primeira vez, para o orgulho da sua torcida, que invadiu naquele dia o Machadão.

 

Um dos atletas que fizeram parte do time campeão, o mossoroense Márcio Cardoso, acredita que esse título foi uma conquista do futebol de Mossoró, independente de cores e rivalidades.

 

“Costumo dizer que foi uma conquista do povo de Mossoró. Quando chegou na reta final, acho que todos torcedores locais, que torcem pelo futebol mossoroense, desejavam que o Potiguar conseguisse a primeira conquista. Muitos jogadores passaram por aqui, mas não haviam alcançado o mérito maior, que era de ser campeão estadual, e graças a Deus tive essa felicidade de ser campeão”, disse Márcio ao Blog. Atualmente, Márcio é agente de futebol, gerindo a carreira de jogadores entre eles o atacante Jefinho, que brilhou no Potiguar no ano passado e hoje defende a camisa do Operário/PR.

 

Na campanha vitoriosa, em 18 jogos, o Potiguar venceu nove, empatou sete e perdeu apenas duas partidas – para o Corintians de Caicó na fase classificatória e para o América na segunda partida da final, ambos por 1x0. Também fez o artilheiro da competição, o atacante Canindezinho com 14 gols, ídolo da torcida.

 

O camisa 10 da equipe era o gaúcho Chiquinho, que foi o autor de dois dos quatro gols no primeiro jogo da decisão, em Mossoró. Chiquinho lembra que a mescla de jogadores experientes e outros jovens atletas, junto com a sabedoria do técnico Miluir Macedo, foram determinantes para o título inédito.

 

“Eu penso que foi a mescla de jogadores jovens e outros experientes. Tínhamos um treinador que era um pouco de tudo que ele fazia, tinha facilidade muito grande de chegar ao atleta, conseguindo passar tudo aquilo que mais gostava, o que gostaria que fosse feito durante os jogos. Nós atletas brincávamos [risos] que ele era meio bruxo, porque ele imaginava o que iria acontecer nos jogos com base no que vinha trabalhando e observando a qualidade do grupo”, ressaltou Chiquinho, hoje empresário bem sucedido no ramo da construção civil, em Caxias/RS.

 

Foto: Revista do Potiguar e divulgação

Chiquinho era o 10 do time, e atualmente é empresário em Caxias

 

Márcio Cardoso compartilha o mesmo raciocínio do então companheiro de equipe. “Para mim, Miluir foi fundamental, 90% do titulo eu coloca na conta dele; ele mostrou e fez com que nós atletas acreditássemos que éramos capazes de fazer historia pelo clube”, comentou ele, destacando o diferencial daquele time do Potiguar:

 

“Eu poderia falar em determinação e garra, mas o que mais marcou nessa equipe é que nós sabíamos o que estávamos fazendo. Poucas equipes que eu joguei, eu entrava em campo sabendo que ia ganhar, pois entrávamos focado somente na vitória. E quem plantou isso foi o professor Miluir, ele foi um dos melhores ou o melhor técnico que eu tive”.

 

                                                                                                                                                                     Cedida

                                            Atualmente,  Marcio Cardoso gerencia carreira de jogadores

 

 

Com experiência internacional, Miluir Macedo chegou a Mossoró através do convite do seu primo, o então presidente, o saudoso Manoel Barreto. O treinador montou o time, juntamente com o seu auxiliar Edinho Cardoso.

Miluir lembra que o titulo veio graças à força do conjunto, a cooperação de todos: atletas, dirigentes e membros da comissão técnica.

 

“Nós trabalhos muito, muitíssimo, a seriedade do grupo que, no início ficou meio sim, porque não estava acostumado a certas coisas. Eu falo sempre nisso: aceitação. O grupo tem que aceitar o trabalho e eles aceitaram. Uma cooperação grandíssima do Edinho, o meu auxiliar, da minha diretoria, do Ibiapino e Mikey (massagistas); do Baterista (roupeiro); e o trabalho do preparador físico Walterlúcio, também excelente”, destacou Miluir.

 

“Uma comissão técnica precisa estar com mesmo pensamento, as mesmas ideias, não tem que ter dúvida. Repito: aceitação do grupo com a qualidade de todos, foi fundamental. Esse grupo bateu certinho, todas as peças bateram; queiram ou não, gostando ou não, funcionaram. Ficou visto”, completou Miluir, que reside em Belo Horizonte e que na temporada passada trabalhou no Capital, clube de Brasília.

 

Uma conquista que marcou na carreira do treinador. “Marcou, lógico que marcou, um primeiro titulo por uma equipe que nunca antes tinha ganho nada no cenário estadual, uma equipa do interior apesar da grandeza de Mossoró, a segunda maior cidade do Estado. Então marcou muito e fiquei super contente por ter como presidente um primo (Manoel Barreto), e isso foi muito importante para mim”.

 

                                                                                                                                                                                                                   Foto divulgação

                                            Miluir Macedo reside em Belo Horizonte

 

 

A equipe base campeã do Potiguar em 2004 formou a defesa com Claudevan, Gleidson, André, Bartô e Leandro Carioca; o meio de campo com Erivan, Jânio, Chiquinho e Márcio Cardoso; e o ataque com Marcelo Martinelly e Canindezinho.

 

Outros atletas aproveitados no elenco, foram: o goleiro Zezinho, o lateral-direito Wendel, o zagueiro Puma, o volante Wellington Leão, os meias Paulinho, Berguinho, Pimentel e Hermano Silva, e os atacantes Vivi e Jesuí.

 

Todos entraram para a história do clube.

 

 

Foto: Revista do clube

 

 

 

 

 

 

 

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