Mossoroense João Victor vira triatleta nos Estado Unidos

March 13, 2019

Há nove anos, João Victor era apenas um simples esportista, corria pelas ruas de Mossoró com intuito de perder peso. Atualmente, ele não é apenas um atleta, mas sim um triatleta por conta de sua disciplina e dedicação.

 

João Victor tem 37 anos, é natural de Mossoró, mas reside hoje na cidade de Boca Raton, na Flórida, nos Estados Unidos. Ele sempre gostou de esporte e, com o passar do tempo, identificou-se com o triatlo, considerado um dos esportes mais desafiadores do mundo, pois mistura um percurso marcado por longas distâncias no qual ocorrem em três modalidades: natação, ciclismo e corrida.

 

“Em 2015, conheci a prova do Ironman em Fortaleza e decidi que queria fazer o triatlo, então logo comecei a treinar”, conta o triatleta, que, até então, só tinha participado de algumas maratonas em Buenos Aires, Paris, Berlim e Nova York.

 

Entre 2015 e 2017, João Victor competiu em várias provas de triatlo em formatos diferentes – mas de longas distâncias – em eventos nos Estados Unidos e também no Brasil. Conseguiu bons resultados, entre eles um 3° lugar geral no Campeonato Brasileiro Olímpico de Cumbuco, em Caucaia (CE), na prova Half Ironman. Essa prova exige do participante 1.900 m de natação no mar, 90 km de ciclismo e 21 km de corrida.

 

O bom rendimento nas competições fez o atleta investir na busca por voos mais altos no esporte. Sabendo da importância de um orientador para organizar agenda diária e trabalhar a intensidade de treinamento nas modalidades, João Victor passou a treinar com o treinador profissional, Frank Jakobsen. Isso no ano passado, já morando em Boca Raton.

 

Foto: Arquivo pessoal

João Victor em uma das provas de ciclismo que faz parte do triatlo

 

 

Com uma carga de treinos de 24 horas por semana, logo na primeira prova de triatlo que participou nos Estados Unidos, em Raleigh na Carolina do Norte, o mossoroense conquistou a vaga para o mundial na África do Sul de Ironman 70.3 – o nível mais elevado do triatlo em prova realizada em um dia só.

 

Na sequência da temporada de 2018, participou do Ironman em Santa Cruz, na Califórnia, terminando em 8° lugar, e também de um evento em Nova Orleans, alcançando a 3ª colocação.

 

Recentemente, João Victor recebeu uma boa notícia: ocupa a 4ª colocação no ranking no Brasil na categoria AWA Ironman e está em 30° do mundo no ranking da Age Group, em que participam mais de 16 mil atletas da sua faixa etária. Essas classificações são justamente com base nos resultados em eventos realizados em 2018.

 

“O que me faz crescer no esporte não é o talento, pois nunca tinha praticado nenhuma das modalidades do triatlo quando criança ou na adolescência. O que me faz crescer é sim a determinação e força de vontade; felizmente isso foi superior ao talento", confessou o mossoroense, que, apesar do bom rendimento, não se considera um atleta profissional.

 

“Não me considero (profissional do triatlo), para isso teria de ter começado bem antes, mas mesmo assim estou satisfeito.”

 

Em Boca Raton, João Victor divide o tempo com o trabalho, o esporte e os estudos. E tem no triatlo a sua base para viver e suplantar os desafios. “Para mim, o triatlo é um vício. Não sei viver mais sem um esporte de enduro”, concluiu.

 

IRONMAN EM HAINES SERÁ  SELETIVO PARA O MUNDIAL

 

Neste ano, João Victor já participou de duas meias-maratonas, nos Estados Unidos, e se saiu bem. Foi campeão de um evento em Fort Lauderdale e ficou em 3° lugar em outra competição em Miami, ambas na categoria entre 35 e 39 anos.

 

Essas duas competições serviram de preparação para o seu próximo desafio no triatlo, que será o prestigiado Ironman de Haines City, na Flórida, marcado para o dia 14 de abril. O evento será qualificatório para o mundial em Nice, na França.

 

Vale salientar que, nessas competições disputadas nos Estados Unidos, além da concorrência alta, João Victor também tem de lidar com a temperatura.

 

“A concorrência aqui é um pouco maior, pelo nível dos competidores, mas o Brasil não deixa a desejar nesse aspecto. Em relação ao clima, varia muito por região. Quando a região é muito fria, e como sou acostumado com o calor, perco um pouco de rendimento na bike, mas na corrida, fica melhor para mim”, disse.

 

Foto: Arquivo pessoal

João Victor exibe numeração de participante, ao lado do mascote, na maratona de Berlim

 

 

 

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