Maranhão precisou só de um treino para escrever historia no Potiguar e no futebol do RN com caneta de ouro

January 16, 2019

Maranhão surgiu no Potiguar na metade da década de 70. Conhecia Odilon nos tempos de Sport de Recife, onde atuaram juntos. Para a sorte do Potiguar e do futebol do Rio Grande do Norte, Maranhão passava por Mossoró quando recebeu o convite de Odilon.  

 

“A historia conta exatamente esse contato dele (Maranhão) com Odilon. O seu rumo era o futebol maranhense, iria atuar num clube lá de São Luís, mas passando por Mossoró, foi visitar Odilon que estava hospedado em um hotel aqui da cidade. Odilon pediu para ele não ir e que iria apresentá-lo até o presidente Manoel Barreto lá em Almeida Aires (estabelecimento de Barreto)”, lembrou o historiador e ex-narrador esportivo, Olismar Lima.

 

“Na conversa entre os três, Odilon disse que assinava embaixo pelo futebol de Maranhão, que solicitou uma proposta acima do que o Potiguar poderia pagar, Manoel Barreto disse que o valor era alto, mas Maranhão fez uma jogada de mestre como sempre foi dentro de campo, dizendo: ‘olhe seu Manoel, eu vou treinar hoje no Potiguar, se eu for aprovado, vou dobrar o pedido’. E assim fez, deitou e rolou no treinamento, desmanchou-se em bola. Mais tarde, quando os dois voltaram a conversar, Barreto disse: ‘agora, é o preço que você quiser’”, completou Olismar.

 

Com a camisa do Potiguar, Maranhão estava no auge, tornou-se ídolo da torcida alvirrubra, brilhou tanto que se transferiu para o ABC de Natal e outros grandes clubes do Norte e Nordeste na sequência da carreira, marcada por gols, jogadas de efeito e títulos. No alvirrubro mossoroense, comandou junto com Odilon, o time que ainda nos dias atuais é lembrado pelo torcedor e que tinha a seguinte formação: Batista; Berico, Jotabê, Nivaldo e Vildomar; Afonsinho, Ananias e Maranhão; Chico Alves, Odilon e Vadinho. O presidente era Manoel Barreto (in memorian).

 

“Eu tive o prazer de narrar jogos com ele tanto aqui em Mossoró quanto fora. Era um craque, um atleta altamente responsável, que marcou época”, ressaltou Olismar.

 

Everaldo Silva Gomes, o “bom baiano de Irará” como ele autointitulava nos momentos de descontração com os amigos, faleceu nesta terça-feira, 15. Ele não resistiu ao longo tratamento de saúde em decorrência da diabetes. Maranhão tinha 70 anos, deixou a esposa e quatro filhos. O sepultamento ocorrerá nesta quarta-feira, 16, às 10h, no Cemitério São Sebastião. No jogo desta quinta-feira, 17, contra o Força e Luz, pela 3ª rodada do Campeonato Estadual, o Potiguar prestará um minuto de silêncio.

 

Foto: Jociéliton Costa/TCM

Maranhão, durante entrevista na TCM, faleceu aos 70 anos em decorrência da diabetes

                             

 

 

 

  

 

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