Idalécio morre aos 62 anos; ele participou do timaço do Potiguar no Campeonato Estadual de 1976

Idalécio Rodrigues da Silva defendeu o Potiguar em dois momentos: um em 1973, quando o alvirrubro participava do campeonato municipal e de torneios regionais; e depois em 1976, quando o clube já integrava o Campeonato Estadual de profissionais.

Além da história no futebol, Idalécio foi educador físico por muitos anos, também professor de libras e músico. Estava aposentado. O seu ciclo foi interrompido no início da tarde desta terça-feira, 27, quando faleceu aos 62 anos.

Segundo amigos próximos, Idalécio sentiu fortes dores abdominais após ter sofrido uma bolada na barriga em uma “pelada”. Foi levado ao hospital, precisou submeter a uma cirurgia, mas não resistiu. Teve hemorragia interna.

Aposentado como servidor público do Estado, Idalécio morava em Tibau e vinha para Mossoró constantemente por sua raízes na cidade. Deixou a esposa e um filho. Era benquisto, tinha um enorme ciclo de amizade.

No Potiguar de 1976, Idalécio não era titular, mas sempre quando entrava nos jogos, dava conta do recado. O time de 76, respeitado na época e ainda hoje lembrado pelos torcedores mais antigos, tinha a seguinte formação titular: Itamar, Berico, Eloi, Nivaldo e Vildomar; Batista Carrapeta e Ananias; Chico Alves, Marrom, Ibsen e Romildo. O técnico era Dario de Souza.

Essa equipe terminou na 3ª colocação no Estadual, atrás apenas de ABC e América. O elenco ainda tinha nomes como Gileno e Caju (goleiros), Gonzaga, Jotabê, Chico Tiú, Marrom, Ribeiro e Djalma.

“Narrei jogos com aquele Potiguar de 76. Era baita de uma equipe, e Idalécio era um atleta da casa que correspondia sempre quando era acionado nos jogos”, lembrou o ex-narrador e professor Olismar Lima.

“Vi ele (Idalécio) jogar e ouvi um narrador por nome de Paulo (José) chamá-lo de mago de aço por sua fibra, pujança”, destacou Kleber, um grande amigo de Idalécio.

O velório de Idalécio está ocorrendo no Centro de Velório SBC e o sepultamento acontecerá nesta quarta-feira, 28, às 16h, no cemitério São Sebastião.

DEPOIMENTOS DE ALGUNS AMIGOS DE IDALÉCIO

“Um cara eclético, decente. Além de educador, era músico. Uma perda muito grande para a família, para os amigos e para a educação.”

Onesimar Fernandes, ex-jogador

“Convivi muito tempo junto com Idalécio, ele me ensinou muitas coisas boas, era um grande amigo. Uma perda irreparável.”

Kleber, professor

“Pegou a todos de surpresa essa fatalidade. Deixa saudades porque era um profissional e amigo espetacular. Só transmitia alegria e paz onde chegava. Construiu uma história bacana como educador físico e também professor de libras. Que Deus o tenha.”

Edinho Cardoso, técnico de futebol

Foto: cedida

Idalécio tinha ótimo convívio na sociedade educadora e esportiva