Clima de Copa entre os mossoroenses é 'frio'

June 6, 2018

Faltando oito dias para começar a Copa do Mundo na Rússia, o maior evento esportivo do planeta ainda não contagiou os mossoroenses. O verde e o amarelo nas bandeirinhas, nos postes e meios-fios, comuns nesta esta época em relação a outras edições de copas, não são vistos nas ruas. No entanto, alguns feiristas e comerciantes têm esperança e acreditam que o clima e as vendas vão melhorar durante o mundial.

 

Na Rua João Leite, bairro Boa Vista (zona sul), por esta época em ano de Copa, o clima era contagiante com o verde e o amarelo nos postes, a bandeira do Brasil pintada no calçamento e o enfeite das bandeirinhas entre as casas. Hoje, nem parece que a Copa estar por vir.

 

“Não vou organizar, não houve colaboração e o pessoal está meio que revoltado com o que aconteceu na última Copa”, revelou Clécia Duarte, 33 anos, referindo-se à decepção na última Copa em 2014, quando o Brasil foi eliminado e goleado em casa pela Alemanha por 7x1 na semifinal.

 

Na Benjamim Constant, próximo à João Leite, enfeitar a rua era tradição, mas neste ano os moradores estão desmotivados. Segundo Alexandre Carvalho de Souza, 33 anos, a descrença é reflexo, sobretudo, dos 7x1.

 

“O pessoal está desgostoso e desacreditado porque a seleção não está mais dando alegria”, disse.

 

“Também quem organizava para enfeitar e pintar a rua, não está morando mais aqui; mudou-se para outro canto. Talvez, isso explique esse clima, digamos, frio.”

 

A reportagem do DE FATO também esteve na Rua Joaquim Nabuco, outro local conhecido por ornamentar-se para a Copa, e encontrou o mesmo cenário das ruas anteriores. A moradora Morganny Lopes responsabiliza isso à crise financeira e ao vexame do Brasil na última Copa.

 

“Acho que são as duas coisas: a crise e a decepção dada pelo time (resultado da última Copa). Mas, continuamos torcendo pela Seleção; somos brasileiros e não desistimos nunca”, disse. “Talvez, a gente coloque o verde e o amarelo por conta do arraiá que aqui se faz no mês de junho.”

 

COMÉRCIO

 

Já o pessoal do comércio se mostra esperançoso, apesar das dificuldades. Paulo Batista dos Santos Neto, 30 anos, tem uma barraquinha de fogos, mas no ano de Copa também vende acessórios e adereços da Seleção.

 

Ele observou o aumento das vendas depois do jogo amistoso de domingo, 3, quando o Brasil derrotou a Croácia por 2x0 no retorno positivo de Neymar aos gramados após ter se recuperado de lesão.

 

“Depois desse jogo de domingo, já melhorou. A procura foi boa por bandeirinhas para carro e moto”, revelou. Sua esperança também advém da mania do brasileiro de deixar tudo para cima da hora.

 

“Depois do primeiro jogo, o pessoal se anima e parte para as compras e para entrar no clima da copa. Aquela mania de deixar tudo para cima da hora”, comentou o feirante, que tem a barraquinha montada na Joaquim Nabuco.

 

Em uma loja de artigos esportivos no centro da cidade, o caixa Lucas Mota observou uma melhora na demanda por camisas do Brasil. “De ontem (segunda-feira) para cá, começou a procura”, diz.

 

“A procura é mais pela réplica do que pela camisa oficial, e também o kit infantil. Acredito que isso se deve à crise e também pelo fato de o torcedor estar desacreditado com o time.”

 

Nessa loja, a réplica custa, em média, R$ 100,00 e o uniforme oficial, R$ 249,00. E nos últimos dias, não vendeu mais peças infantis porque a greve dos caminhoneiros reteve parte da mercadoria solicitada.

 

“Atrapalhou um pouco (a greve dos caminhoneiros), porque alguns itens do kit infantil estão faltando. Estamos aguardando pela segunda remessa do pedido para os próximos dias. Era para estar aqui.”

Marcos Garcia

Esperança do feirante Paulo Batista advém da mania do brasileiro de deixar tudo para cima da hora

 

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